quinta-feira, 1 de maio de 2014

J'ouvre les Fenêtres

Je marche sur la rue noir.
je regarde tout dans la matrice,
je regarde le monde dans le ciel noir
et ses murs faits de nuages gris .

Je ne le croyez pas.
Et je peux pas croire
Que mon univers dans ce toit,
c'est seulement ce que je vois,
c'est seulment seul... c'est sans toi.

Je comprends alors mes sentiments,
J'arrives au dernier etage du bâtiment
Je monte vite l'escalier,
j'ouvre les fenêtres. 
Et enfim je peux aimer.

Gabrielle Portella

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Quatorze

Foram nas quatro estações promessas
para quatro primaveras, prometida.
Em um bocejo no meu quarto
o devaneio e o desacato,
e logo encontro-me perdida.
Perdi os anos e as histórias
para três outonos esquecidos.
Arrasto-me pela memória
vejo dezessete anjos caídos
em uma prece matinal
a rogar o amor vencido.
Me perco outra vez
a procurá-lo por aqui,
a procurá-lo dentro em mim.

Espelho a minha alma numa canção 
mas não mais me encontro ali 
os quatorze passaram no refrão,
eu mudei, eu decidi .
Sou a borra do seu café amargo,
sou a fumaça do seu único cigarro,
dos seus tragos eu sou tua tosse,
sou tua branda ameaça de cirrose .
Não que eu tenha feito-lhe mal,
mas passei em meio ao vendaval,
e passei, e passei... Passei.
Hoje seja eu tua prosa,
aos dezoito seja eu tua rosa,
e aos vinte e oito seja eu vossa.

Gabrielle Lamarque

domingo, 30 de março de 2014

Apenas uma nota

Não é poesia, não é poema,
nem tão pouco uma prosa...
É apenas uma nota.

Uma nota !
Sem intenção ou critérios a serem seguidos
sem regras
sem gramática
sem bucolismo
sem musicalidade
sem amor ou  ódio
sem todo ou qualquer sentimentalismo ...

Uma nota!
sem custo
sem troco
sem juros
sem imposto
sem lucro...
sem lucro .

Uma nota
sem anedota
sem conto
sem história.

Apenas
uma
nota.

Gabrielle Portella

domingo, 2 de março de 2014

Interno

Quando você foi embora
 fez-se noite em meu viver.
Forte sou, mas nesta hora
Choro a desfalecer,

Minha casa não é minha
E nem é meu este lugar
Estou só e não resisto
Falo e canto o meu penar.
Toco a voz nas estradas
Já não posso parar
Meu caminho é de pedra
Como posso eu sonhar?

Sonho meu jogado à brisa
Vento sopra a terminar
Minha ilusão comprida
meu vago peito a pulsar.

Hospital Mandaqui, 23-06-2013
Autor: desconhecido.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Convicção e Verdade

Não pronuncie teu verbo torto,
não o envie a este povo morto.
Tua convicção é somente vontade,
É autoafirmação, não verdade.
Verdade já não há em nenhum canto:
não há mais sábios, há somente santos.
E a ironia de outrora se tornou verdade,
as coisas mais divertidas do instinto
hoje é perigo, é julgado, é maldade.

Gabrielle Portella

domingo, 8 de dezembro de 2013

Resistência

Hoje me correu pela mente
Um devaneio discreto, coerente
onde o passado me parece
Ser mais presente do que o presente.
As celas que travam nossas mentes
são as celas que travaram delinquentes.
As faixas que laçam nossos pulsos
São as algemas que prenderam os reclusos.

Hoje a minha cama iluminada pela aurora
me recorreu as camas sujas dos detentos de outrora,
E pareceu que eu dormiria nos meus medos
e sucedeu que eu me encolhi, acordei cedo.

Hoje sou mais ontem do que nunca
e hoje sei que amanhã serei,
pois a luta que se arma avulsa
é filha deserdada da lei .

Gabrielle Portella




segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Através da Neblina

O seu olhar toma meu pensamento:
Meu devaneio secreto,
Meu mais profundo sentimento...
Que já não grita,
mas já se esconde.
Através da longa neblina
sinto teu cheiro
são mais de mil passos,
mais de mil devaneios
até aos teus abraços.
Estou petrificada
em meio à brisa gélida,
estou sem força, amarrada
à outras forças, trépidas.
Parte de mim já se partiu,
parte de mim já regrediu,
parte de mim se perdeu,
outra parte se escondeu.
Quando volto-me para trás
e observo aos declives
vejo que me enganei,
vejo também que me detive.
Mas como em mil planos
já te vi renascer,
Passam-se mais mil anos
e meu amor só faz crescer.
Porém, morri naquele mês,
e morro mais a cada dia...
Já que estávamos tão perto
de conquistar a nossa vida,
e hoje tudo é um vazio
esperando ser preenchido,
talvez com outros olhares,
ou a presença de amigos.
Saiba somente com certeza,
que meu amor não morrerá.
Que a vida cobra as nossas despesas,
pois logo começa a findar.

Gabrielle Lamarque

O seu olhar toma meu pensamento:
Meu devaneio secreto,
Meu mais profundo sentimento...
Que já não grita,
mas já se esconde.

Através da longa neblina
sinto teu cheiro
são mais de mil passos,
mais de mil devaneios
até aos teus abraços.

Estou petrificada
em meio à brisa gélida,
estou sem força, amarrada
à outras forças, trépidas.

Parte de mim já se partiu,
parte de mim já regrediu,
parte de mim se perdeu,
outra parte se escondeu.

Quando volto-me para tras
e observo aos declíves
vejo que me enganei,
vejo também que me detive.

Mas como em mil planos
já te vi renascer,
Passam-se mais mil anos
e meu amor só faz crescer.

Porém, morri naquele mês,
e morro mais a cada dia...
Já que estavamos tão perto
de conquistar a nossa vida,
e hoje tudo é um vasio
esperando ser preenchido,
talvez com outros olhares,
ou a presença de amigos.

Saiba somente com certeza,
que meu amor não morrerá.
Que a vida cobra as nossas despesas,
pois logo começa a findar.


Palavra Solta

 Buscar uma palavra solta faria sentido pra qualquer poesia mas a palavra solta não daria tanto sentido como falar sobre a palavra solta. ta...