Dizes que me amas eternamente
Mas de noite é que me amas.
Se este amor for real, realmente
Na eterna noite vives em chamas.
Entenda bem, quando te quero por perto
É pelo gozo duma grata noite
Pois sei que só fazes isto certo
E de me manhã já vem dar-me açoite.
É bem devido que eu sempre corra
Pra de manhã só sentires meu cheiro
Dizes que morres de amor, então morra.
Eu já nem levo mais fé
Em ti e nestes teus exageros
Pois és meu instante desejo sem pé.
Raquel Rodrigues
entre o belo da vida e a tristeza que contempla os sentidos
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sábado, 9 de dezembro de 2017
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Ser
E o ser sapeca minhas poesias,
Deixe estar... Deixe estar...
Cabe ser somente os instantes
Deixar o ser e deixar estar.
Ser-me-ei sangue latente
que corre ardente em corpo rubro.
Estar-me-ei em melodias quentes
que faz suar o corpo rubro.
Não quero o ser. Não quero ser
O que sou quando estou
Perto do ser, evitando ser
O que verdadeiramente sou.
Mas não estou mais perto do ser
Pois não estou mais perto de ser um troféu.
E não estou mais perto de querer
Estar perto do inferno ou do céu.
Quero viver o agora, ser fugaz,
Voar e planar no tempo...
E viver a paz dos momentos.
Ser no decorrer da vida
O degustar da vida.
Deliciar-me em desventuras
E também em conquistas.
Basta ser. Basta o ser.
Raquel Rodrigues
Deixe estar... Deixe estar...
Cabe ser somente os instantes
Deixar o ser e deixar estar.
Ser-me-ei sangue latente
que corre ardente em corpo rubro.
Estar-me-ei em melodias quentes
que faz suar o corpo rubro.
Não quero o ser. Não quero ser
O que sou quando estou
Perto do ser, evitando ser
O que verdadeiramente sou.
Mas não estou mais perto do ser
Pois não estou mais perto de ser um troféu.
E não estou mais perto de querer
Estar perto do inferno ou do céu.
Quero viver o agora, ser fugaz,
Voar e planar no tempo...
E viver a paz dos momentos.
Ser no decorrer da vida
O degustar da vida.
Deliciar-me em desventuras
E também em conquistas.
Basta ser. Basta o ser.
Raquel Rodrigues
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Ser que sou
Sou o que não se pode saber.
Assim: não saber ser.
Se sou não sei.
Se sei não sou.
E também não anseio saber.
Meu desejo é ser
E meu ser é desejo.
Sou uma taça de vinho
a deixar marca na mesa.
Sou de uma janta romântica
o licor, a sobremesa.
Sou de suas incógnitas
a única certeza.
Sou por hora serva,
por hora burguesa.
Só sei que não pertenço a ninguém.
Sou somente minha mansão.
Abandonada? Nem um pouco.
Por vezes um ou outro louco
Aluga-me à alto preço
de carinho, e sei que mereço.
Nada contém-me.
Mas contenho em mim tudo.
Não caminho em poucos passos
pois são grandes os meus traços
e meu traçar pelo mundo.
Nada detém-me.
E não detenho em mim tudo.
Meus desconfortos, sensações
e tantas outras impressões
sou de falar até aos surdos.
Em cada jornada, a boemia
e as minhas cenas e as poesias.
Um cigarro, um bar na cidade
por vezes esqueço-me da minha idade.
Sou o poder de fazer
quereres conhecer
o meu gosto acre,
o meu gosto doce.
Sou sensações
minhas e alheias.
Breves emoções,
no ressaltar das veias.
Soa o meu ser
ao suor que te corre ao corpo.
Soa o meu prazer
À dependência ao vento (ao sopro).
Raquel Rodrigues
Assim: não saber ser.
Se sou não sei.
Se sei não sou.
E também não anseio saber.
Meu desejo é ser
E meu ser é desejo.
Sou uma taça de vinho
a deixar marca na mesa.
Sou de uma janta romântica
o licor, a sobremesa.
Sou de suas incógnitas
a única certeza.
Sou por hora serva,
por hora burguesa.
Só sei que não pertenço a ninguém.
Sou somente minha mansão.
Abandonada? Nem um pouco.
Por vezes um ou outro louco
Aluga-me à alto preço
de carinho, e sei que mereço.
Nada contém-me.
Mas contenho em mim tudo.
Não caminho em poucos passos
pois são grandes os meus traços
e meu traçar pelo mundo.
Nada detém-me.
E não detenho em mim tudo.
Meus desconfortos, sensações
e tantas outras impressões
sou de falar até aos surdos.
Em cada jornada, a boemia
e as minhas cenas e as poesias.
Um cigarro, um bar na cidade
por vezes esqueço-me da minha idade.
Sou o poder de fazer
quereres conhecer
o meu gosto acre,
o meu gosto doce.
Sou sensações
minhas e alheias.
Breves emoções,
no ressaltar das veias.
Soa o meu ser
ao suor que te corre ao corpo.
Soa o meu prazer
À dependência ao vento (ao sopro).
Raquel Rodrigues
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