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sábado, 7 de outubro de 2017

Fácil como nadar no mar;
difícil como respirar;
é olhar para a rua e não entreter-me
com os carros e as pessoas,
ambulantes e comércios,
tenho medo do que possa ser um sim
ou do que possa ser um não
tenho medo de olhar demais e esquecer minha face
e de todas essas pessoas que eu vejo
quero lembrar de todas
fito-as inseguro
o medo passa
o medo vem
e as pessoas continuam a surgir
Até que a moça durma em seu quarto, mundo meu
e sonhe comigo outra vez
para me fazer existir em seus sonhos
de milênios. Como dorme...
Eu fito minha rua pela janela
e tudo que vejo são seus sonhos
andando pelas ruas
as pessoas dormem
aterrorizadas com o ontem
e eu morro na imensidão do beijo teu

dos séculos que se passaram e passarão.

Fernando Faramiglio

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cadê o meu limoeiro?

Eu vejo que esta cidade está mudando
Pessoas veem e vão cheias de seus afazeres
As crianças (que antes apenas brincavam)
hoje sempre carregam os seus relógios
Será que nas novas escolas ensinam
a se apressar e ler o ponteiro?

Antes o ar era coisa misteriosa
ninguém dele sabia, o decifrava
hoje já podemos até vê-lo!
E isso é o que chamam de evolução.

bibliografia
O que antes meus pais me falavam
(naquelas rodas de conversa)
hoje, mesmo velho, vejo acontecer.
Era aquela tal história do futuro
com nosso quintal sem árvores.
Mamãe dizia que era por embargo
embargo de uma autoridade.
Papai dizia que o limoeiro
também ia ter que arrancar
para que viesse um pedreiro
nas ruas da nossa cidade asfaltar.

Antes minha rua era cor de terra
marrom, vermelha, era mais bela!
Hoje tudo que vejo é cinza,
corzinha tão sem graça!
O que tem de legal nela?
Eu gostava mesmo era do verde
Cor que me acompanhava
onde quer que eu passava.

Mas minha frágil arvorezinha,
que dava vida ao meu quintal,
foi brutalmente devastada.
E devastação virou viral
nenhuma árvore é respeitada.

Fernando Faramílio

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Término

Caía a noite sem resposta
naquela tarde aconchegante.
Seu amor virou incógnita
temo ter sido o seu amante.

Minha mais bela boneca
por que me deixaste sem chão?
Te dei os oceanos em vida
mas teima partir em vão.

Esta tarde foi tão linda
então dê-me o resto da vida
de seu amor em meus braços,
não desate o nosso laço.

Por que tu queres ir?
Será que fiz algo de errado?
Comigo sempre te vi sorrir,
diga-me que sou seu amado.

Só pode ser isso,
tu não me ama mais.
Quer-me somente como amigo?
Deixarei-lhe em paz.

Fernando Faramílio 

Palavra Solta

 Buscar uma palavra solta faria sentido pra qualquer poesia mas a palavra solta não daria tanto sentido como falar sobre a palavra solta. ta...