quinta-feira, 11 de abril de 2013

O eu foge de mim


É estranho quando o eu foge de mim..
E vai nadando à boca de um poço sem fim,
submergido pelas ilusões passadas,
de poesias mal lidas, desprezadas.

A tarde vai caindo com um certo penar
como lágrimas derramadas sem pressa, devagar .
É um sorriso meio torto caído da boca...
É uma vida mansa, uma jornada oca.

Tudo isso traz um tom nostálgico à melodia,
traz um licor amargo ao doce da poesia...
e faz cansar os olhos, e faz pausar o dia.

E tudo vai calando lentamente
ou não sei se é eu que vou dormindo surdamente...
E o eu fugindo de mim, de repente...

Antônio Pardo

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