Não é poesia, não é poema,
nem tão pouco uma prosa...
É apenas uma nota.
Uma nota !
Sem intenção ou critérios a serem seguidos
sem regras
sem gramática
sem bucolismo
sem musicalidade
sem amor ou ódio
sem todo ou qualquer sentimentalismo ...
Uma nota!
sem custo
sem troco
sem juros
sem imposto
sem lucro...
sem lucro .
Uma nota
sem anedota
sem conto
sem história.
Apenas
uma
nota.
Gabrielle Portella
entre o belo da vida e a tristeza que contempla os sentidos
domingo, 30 de março de 2014
domingo, 2 de março de 2014
Interno
Quando você foi embora
fez-se noite em meu viver.
Forte sou, mas nesta hora
Choro a desfalecer,
Minha casa não é minha
E nem é meu este lugar
Estou só e não resisto
E nem é meu este lugar
Estou só e não resisto
Falo e canto o meu penar.
Toco a voz nas estradas
Já não posso parar
Meu caminho é de pedra
Meu caminho é de pedra
Como posso eu sonhar?
Sonho meu jogado à brisa
Sonho meu jogado à brisa
Vento sopra a terminar
Minha ilusão comprida
meu vago peito a pulsar.
Hospital Mandaqui, 23-06-2013
Autor: desconhecido.
Minha ilusão comprida
meu vago peito a pulsar.
Hospital Mandaqui, 23-06-2013
Autor: desconhecido.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Convicção e Verdade
Não pronuncie teu verbo torto,
não o envie a este povo morto.
Tua convicção é somente vontade,
É autoafirmação, não verdade.
Verdade já não há em nenhum canto:
não há mais sábios, há somente santos.
E a ironia de outrora se tornou verdade,
as coisas mais divertidas do instinto
hoje é perigo, é julgado, é maldade.
Gabrielle Portella
Gabrielle Portella
domingo, 8 de dezembro de 2013
Resistência
Hoje me correu pela mente
Gabrielle Portella
Um devaneio discreto, coerente
onde o passado me parece
Ser mais presente do que o presente.
As celas que travam nossas mentes
são as celas que travaram delinquentes.
As faixas que laçam nossos pulsos
São as algemas que prenderam os reclusos.
Hoje a minha cama iluminada pela aurora
me recorreu as camas sujas dos detentos de outrora,
E pareceu que eu dormiria nos meus medos
e sucedeu que eu me encolhi, acordei cedo.
Hoje sou mais ontem do que nunca
e hoje sei que amanhã serei,
pois a luta que se arma avulsa
é filha deserdada da lei .
Gabrielle Portella
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Através da Neblina
O seu olhar toma meu pensamento:
Meu devaneio secreto,
Meu mais profundo sentimento...
Que já não grita,
mas já se esconde.
Através da longa neblina
sinto teu cheiro
são mais de mil passos,
mais de mil devaneios
até aos teus abraços.
Estou petrificada
em meio à brisa gélida,
estou sem força, amarrada
à outras forças, trépidas.
Parte de mim já se partiu,
parte de mim já regrediu,
parte de mim se perdeu,
outra parte se escondeu.
Quando volto-me para trás
e observo aos declives
vejo que me enganei,
vejo também que me detive.
Mas como em mil planos
já te vi renascer,
Passam-se mais mil anos
e meu amor só faz crescer.
Porém, morri naquele mês,
e morro mais a cada dia...
Já que estávamos tão perto
de conquistar a nossa vida,
e hoje tudo é um vazio
esperando ser preenchido,
talvez com outros olhares,
ou a presença de amigos.
Saiba somente com certeza,
que meu amor não morrerá.
Que a vida cobra as nossas despesas,
pois logo começa a findar.
Gabrielle Lamarque
Meu devaneio secreto,
Meu mais profundo sentimento...
Que já não grita,
mas já se esconde.
Através da longa neblina
sinto teu cheiro
são mais de mil passos,
mais de mil devaneios
até aos teus abraços.
Estou petrificada
em meio à brisa gélida,
estou sem força, amarrada
à outras forças, trépidas.
Parte de mim já se partiu,
parte de mim já regrediu,
parte de mim se perdeu,
outra parte se escondeu.
Quando volto-me para trás
e observo aos declives
vejo que me enganei,
vejo também que me detive.
Mas como em mil planos
já te vi renascer,
Passam-se mais mil anos
e meu amor só faz crescer.
Porém, morri naquele mês,
e morro mais a cada dia...
Já que estávamos tão perto
de conquistar a nossa vida,
e hoje tudo é um vazio
esperando ser preenchido,
talvez com outros olhares,
ou a presença de amigos.
Saiba somente com certeza,
que meu amor não morrerá.
Que a vida cobra as nossas despesas,
pois logo começa a findar.
Gabrielle Lamarque
O seu olhar toma meu pensamento:
Meu devaneio secreto,
Meu mais profundo sentimento...
Que já não grita,
mas já se esconde.
Através da longa neblina
sinto teu cheiro
são mais de mil passos,
mais de mil devaneios
até aos teus abraços.
Estou petrificada
em meio à brisa gélida,
estou sem força, amarrada
à outras forças, trépidas.
Parte de mim já se partiu,
parte de mim já regrediu,
parte de mim se perdeu,
outra parte se escondeu.
Quando volto-me para tras
e observo aos declíves
vejo que me enganei,
vejo também que me detive.
Mas como em mil planos
já te vi renascer,
Passam-se mais mil anos
e meu amor só faz crescer.
Porém, morri naquele mês,
e morro mais a cada dia...
Já que estavamos tão perto
de conquistar a nossa vida,
e hoje tudo é um vasio
esperando ser preenchido,
talvez com outros olhares,
ou a presença de amigos.
Saiba somente com certeza,
que meu amor não morrerá.
Que a vida cobra as nossas despesas,
pois logo começa a findar.
Meu devaneio secreto,
Meu mais profundo sentimento...
Que já não grita,
mas já se esconde.
Através da longa neblina
sinto teu cheiro
são mais de mil passos,
mais de mil devaneios
até aos teus abraços.
Estou petrificada
em meio à brisa gélida,
estou sem força, amarrada
à outras forças, trépidas.
Parte de mim já se partiu,
parte de mim já regrediu,
parte de mim se perdeu,
outra parte se escondeu.
Quando volto-me para tras
e observo aos declíves
vejo que me enganei,
vejo também que me detive.
Mas como em mil planos
já te vi renascer,
Passam-se mais mil anos
e meu amor só faz crescer.
Porém, morri naquele mês,
e morro mais a cada dia...
Já que estavamos tão perto
de conquistar a nossa vida,
e hoje tudo é um vasio
esperando ser preenchido,
talvez com outros olhares,
ou a presença de amigos.
Saiba somente com certeza,
que meu amor não morrerá.
Que a vida cobra as nossas despesas,
pois logo começa a findar.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
quinta-feira, 11 de abril de 2013
O eu foge de mim
É estranho quando o eu foge de mim..
E vai nadando à boca de um poço sem fim,
submergido pelas ilusões passadas,
de poesias mal lidas, desprezadas.
A tarde vai caindo com um certo penar
como lágrimas derramadas sem pressa, devagar .
É um sorriso meio torto caído da boca...
É uma vida mansa, uma jornada oca.
Tudo isso traz um tom nostálgico à melodia,
traz um licor amargo ao doce da poesia...
e faz cansar os olhos, e faz pausar o dia.
E tudo vai calando lentamente
ou não sei se é eu que vou dormindo surdamente...
E o eu fugindo de mim, de repente...
Antônio Pardo
Era, fui...
Quanto mais penso no que sou
Mais deixo de ser o que eu era.
E o que eu era?
se é que eu fui...
Quantas vezes já olhei-me no espelho
na tentativa de encontrar-me? ...
Quantas vezes já fotografei-me
Na tentativa de esconder-me na figura? ...
Mas hoje tudo faz sentido, tanto quanto ao nada.
Visto que não há sentido em tudo...
E não há sentido em nada.
Sou um nada nesse tudo.
Tudo esse que não é nada.
Pois todo tudo vai ficando... e resta!
Gabrielle Castaglieri
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