Uma palavra cativa o corpo
Sedento e faminto
A contorcer-se na penumbra de um quarto
Numa noite fria.
O corpo, insaciado e descontente ,
Desfalece em vida
A pulsar ardente
de sangue se inebria .
Os sonhos filtrados voam
E se aconchegam ao corpo nu
refletido nas lágrimas silenciosas e dispersas.
Acende-se então numa ideia fugitiva
Da sinapse : a lanterna
A luz fechada e exclusiva .
Os meridianos no corpo
Pintam constelações
E brilham, e ofuscam
A acalmar as emoções .
A noite dorme no corpo
Que amanhece completo
Em alvoroço na alvorada
A sentir estes versos discretos.
Gabrielle Portella
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