Amanheço aos dias tortos
solta, desconhecida.
Sinto o que passo,
se não sinto não sei
o que passou ou onde estou
se eu passei ou se ainda vou.
Ensurdeço a memória,
e sei que ao fim da história
não passo e nem vou
e desconheço onde estou.
Se eu soubesse o que sinto
sairia além das paredes
sobrevoaria as nuvens
seguiria aos sonhos
aos sonhos tão reais.
Mas se anoiteço fugaz
sonho e já não lembro
Se passou ou se sonhei
e acordo e nada sei.
Gabrielle Portella
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