quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Memorial

Nosso tecer de frases naquelas tardes serenas
me trazem a lembrança do canto de um pássaro,
de um vendedor de cocadas esbravejando na rua,
de uma brisa atrevida que me invadia a janela...

Aquele amor tecedor de alegrias infindas,
que fazia-me esquecer-me de mim e da vida.
Aquelas poesias de nós dois, intercalando-se
no mesmo amor, na mesma dor, na vida em si.

E sua ansiedade crítica e suas unhas ruídas...
e a alta pulsação predominante em nós
e nossas desventuras e nossas conquistas.

E tudo sobrevoa no agora, num instante imparcial,
nesta hora estranha que não se deixa levar,
que de tudo ficou, na hora, este simples memorial.

Gabrielle Castaglieri

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