Deixar amanhecer outra vez.
Deixar desacelerar, outra vez, o coração.
Deixar passar o momento e a insensatez.
Deixar e deixar e deixar, outra vez.
Fazer o alvorecer e o orvalho serem,
outra vez, o renascer do amanhã.
Fazer, outra vez, a pausa perante a brisa.
Fazer e fazer e refazer, outra vez.
Sorrir contra os pensamentos, outra vez.
Sorrir até que os lábios se sequem.
E, outra vez, sorrir e sorrir e fingir.
Ouvir com calma o canto de um velho
que, com voz serena, delicia a melodia
E, mais uma vez, ouvir e ouvir e...
Gabrielle Castaglieri
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