quarta-feira, 21 de setembro de 2022

para quê vale o viver...

De tudo que fui, pouco era
Meu cambalear
mar em volto de trevas
De tudo que fiz, pouco me detivera
Meu cambalear
 mar em volto de guerras
De tudo que quis, pouco tivera
Meu descontentar
Meu mar de pedras 
E desse desbravar descontente
Fui incoerente a vida que empunhalava-me pungente
No amor mais ardente 
Que o coração me propusera a sentir 
Cabo de que à vida amava 
E para ela que canto 
desprovida de pranto
Pois o choro é passado que não quero seguir
Hoje não amo nem me desencanto 
Amo pessoas e não o contexto 
Pois viver é só pretexto 
Pro coração deixar sentir
Os sentimentos que trazem 
O desbravar de viver
Contentando-se em ser 
Muito mais do que querer apenas
A vida aplaudir 

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