Frases jogadas no espaço,
Com voz aflita, impaciente,
Recusa o fato, sem dar um passo...
E por passos, neste espaço,
Sou sombra, sem voz,
O eco, na penumbra,
Ei de sucumbir ao passado...
Vago pela sombra,
Sem mal notar os pés,
A cada passo a incerteza,
De uma vida duvidosa...
E por onde eu percorra,
A voz, ecoando, ilimitada,
Hesitação, que passa,
Por estes versos, sem nexo.
Rafael Renhe e Gabrielle Portella
Ai que emoção, essa poesia foi feita com um querido: Rafael Renhe. =^.^=
Blog do Renhe: http://antologicamentepoetico.blogspot.com/
entre o belo da vida e a tristeza que contempla os sentidos
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
O presente do Sr. Passado
![]() | |
| O Senhor Passado e o seu presente |
eu revejo o sentido,
tornando-o constante...
minha lembrança é presente!
Presente embalado
delicadamente.
Embalagem lacrada,
embalagem bonita,
embalagem comprada,
embalagem vivida.
Embalagem é disfarce
do presente que é dado.
Presente inesperado
enviado pelo Passado.
Este tal Senhor Passado
ainda é lembrado
pela presenteada:
Srt. Associação.
Esta Senhorita é bonita:
é cheiro, cor, lembrança;
ela é delicada:
é gosto, tato, influência...
Por ser assim tão bela
ganhou aquele presente
(do Senhor Passado).
Mas o presente do Passado
srt. Associação não quis abrir,
está lacrado (volto a dizer)
não podendo-o definir.
Como podemos ver
o sr. Passado não é
tão cruel quanto dizem ser.
Gabrielle Portella
sábado, 13 de agosto de 2011
Fujam, memórias.
Hoje minha mente surtou num instante,
fez indecifrável minhas ações.
O meu olhar ao vácuo fixou
mas meus pensamentos voavam
a qualquer lugar,
e quando me deparei já não sabia mais
o que antes havia começado.
Circunstâncias assim veem em vão
dia após dia, sem avisar.
A lástima é ter deixado um vão
no clímax da história principal.
Nada acontece mais em ordem.
Posso crer que em mim
há raios e trovões
anunciando tempestade...
ao fim será tarde
do dia, com o sol a se pôr.
Fujam memórias, fujam!
Num tempo de um colapso façam as malas.
Se o clímax se foi o resto não me importa.
Então fujam memórias, fujam!
Gabrielle Portella
fez indecifrável minhas ações.
O meu olhar ao vácuo fixou
mas meus pensamentos voavam
a qualquer lugar,
e quando me deparei já não sabia mais
o que antes havia começado.
Circunstâncias assim veem em vão
dia após dia, sem avisar.
A lástima é ter deixado um vão
no clímax da história principal.
Nada acontece mais em ordem.
Posso crer que em mim
há raios e trovões
anunciando tempestade...
ao fim será tarde
do dia, com o sol a se pôr.
Fujam memórias, fujam!
Num tempo de um colapso façam as malas.
Se o clímax se foi o resto não me importa.
Então fujam memórias, fujam!
Gabrielle Portella
Veias
Antes de vocês lerem quero que saibam que nem tudo que eu escrevo é tudo o que sinto. Muitas poesias minhas são visões de como uma outra pessoa se sentiria em certa situação. É aquela tal história de se colocar no lugar da pessoa. Nesta poesia eu tentei imaginar como um suicida pensa, mas não que eu queira me matar, NUNCA tentei, e não me imagino tentando.
Poesia Veias:
Quantas vezes o meu coração já bateu?
Queria contar e decifrar cada batida
aquela mais apertada, aquela mais forte.
Queria te sentir em uma delas que se perdeu.
No pretérito amor, escondido numa veia
não mais aquela artéria, mas continua no sangue.
Será que por um corte esse sangue sai ?
O medo de me cortar é perder todas batidas,
até mesmo aquelas que quero manter.
Aquele moço belo que mora numa artéria
não quero justo agora fazê-lo desaparecer.
No meu último suspiro de partida
que este amor não venha a falecer
por mais que sofrida esteja a vida
quero o novo moço nesta artéria manter.
Gabrielle Portella
Poesia Veias:
Quantas vezes o meu coração já bateu?
Queria contar e decifrar cada batida
aquela mais apertada, aquela mais forte.
Queria te sentir em uma delas que se perdeu.
No pretérito amor, escondido numa veia
não mais aquela artéria, mas continua no sangue.
Será que por um corte esse sangue sai ?
O medo de me cortar é perder todas batidas,
até mesmo aquelas que quero manter.
Aquele moço belo que mora numa artéria
não quero justo agora fazê-lo desaparecer.
No meu último suspiro de partida
que este amor não venha a falecer
por mais que sofrida esteja a vida
quero o novo moço nesta artéria manter.
Gabrielle Portella
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Os verdadeiros farrapos ainda existem
Oh eterna noiteque cobre nossa nação
até quando vai durar
esta sua maldição?
Qual engenhoso romperá
o tranco dos nossos lábios?
Qual Atenas saberá
trocar de vez nossos farrapos?
Por favor, dê-me o direito
de abranger o vocabulário.
Cumpra o seu dever
de me ensinar o abecedário.
Não sei ler as minhas leis
porque a escola que eu comprei
aqui ainda não está.
Com confiança o poder lhe dei
mas também posso tirar.
Sei que não estou só
para caminhar nessa ponte quebrada!
Gabrielle Portella
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Olhai para mim, e sede salvos
Aonde estão os seus olhos?
Para onde eleva a sua vista?
O que a faz assim brilhar?
Aonde estão os seus olhos?
Procurando outros olhos
tão comuns à este seu
para tentar decifrar?
Aonde estão os seus olhos?
Já não enxergam mais
de tanta falsa luz
que insistiu em olhar?
Aonde estão os seus olhos?
Procurando na rosa o amor
que só eu posso lhe dar?
Aonde estão os seus olhos?
No espelho da insegurança?
Nos trajes deslumbrantes?
Querendo deixar à desejar?
Aonde estão os seus olhos?
Naquelas letras incertas
que lê dia após dia
tentando nelas se refugiar?
Aonde estão os seus olhos?
Presos na alegria efêmera
que confundes ser constante?
Esquecendo-se de gargalhar?
Aonde estão os seus olhos?
Nunca é tarde para procurar,
mas estás certo que queres achar?
Se realmente quer, vigie.
Se realmente quer, toque no seu rosto!
Verás que não é difícil
(tanto quando imaginou).
Porque assim sou eu:
ando contigo, sem que me veja;
mostro-lhe tudo à sua frente
mas você não pode me ver.
Estou contigo!
Use suas mãos,
use seu tato, seu sentido
para me encontrar!
Gabrielle Portella, sob inspiração de Deus!
Os obstáculos para encontrar a Deus não existem, mas você o cria. Eu já criei! Até que, querendo achar a resposta de todos os questionamentos que eu tinha, percebi que Deus é simples de encontrar, mas que sempre devemos questionar certas coisas para não sermos crentes ignorantes.
Título da poesia: Isaías 45:22
Espero que você tenha entendido o que eu quis dizer,
Que Esse Deus (que sempre está comigo) esteja sempre contigo, no Nome de Jesus.
Atenciosamente,
Gabrielle Portella.
Para onde eleva a sua vista?
O que a faz assim brilhar?
Aonde estão os seus olhos?
Procurando outros olhos
tão comuns à este seu
para tentar decifrar?
Aonde estão os seus olhos?
Já não enxergam mais
de tanta falsa luz
que insistiu em olhar?
Aonde estão os seus olhos?
Procurando na rosa o amor
que só eu posso lhe dar?
Aonde estão os seus olhos?
No espelho da insegurança?
Nos trajes deslumbrantes?
Querendo deixar à desejar?
Aonde estão os seus olhos?
Naquelas letras incertas
que lê dia após dia
tentando nelas se refugiar?
Aonde estão os seus olhos?
Presos na alegria efêmera
que confundes ser constante?
Esquecendo-se de gargalhar?
Aonde estão os seus olhos?
Nunca é tarde para procurar,
mas estás certo que queres achar?
Se realmente quer, vigie.
Se realmente quer, toque no seu rosto!
Verás que não é difícil
(tanto quando imaginou).
Porque assim sou eu:
ando contigo, sem que me veja;
mostro-lhe tudo à sua frente
mas você não pode me ver.
Estou contigo!
Use suas mãos,
use seu tato, seu sentido
para me encontrar!
Gabrielle Portella, sob inspiração de Deus!
- Olá leitor,
Os obstáculos para encontrar a Deus não existem, mas você o cria. Eu já criei! Até que, querendo achar a resposta de todos os questionamentos que eu tinha, percebi que Deus é simples de encontrar, mas que sempre devemos questionar certas coisas para não sermos crentes ignorantes.
Título da poesia: Isaías 45:22
Espero que você tenha entendido o que eu quis dizer,
Que Esse Deus (que sempre está comigo) esteja sempre contigo, no Nome de Jesus.
Atenciosamente,
Gabrielle Portella.
Desculpas
Eu peço desculpas aos leitores por um erro meu. Usei de metáforas que têm MUITOS significados, e em uma de minhas poesias eu dei um sentido que eu não queria dar. Foi na poesia "voltarete", que já foi excluída. Não voltarei à postá-la pois os significados que voltarete engloba são totalmente fora de minhas propostas, e não quero (de forma alguma) que eles sejam válidos.
Obrigado pela atenção,
Gabrielle Portella.
O venerável (algo do passado)
Você colocou-me em uma situação
em que é difícil decidir.
Vem o questionamento, a hesitação
mas não posso bater a porta e sair.
Escrúpulo ardia dentro de mim
com esses dois pólos:
o bem que me traz,
e o caos que isso faz.
Ambíguo é interpretar
esse amorfo pensamento.
Cefaleia vem me mostrar,
em eclosão, o que há por dentro.
Renunciar algo assim
seria tolice e grande perda
por tanto esperar o voltarete...
... voltarete que não chega!
Gabrielle Portella
em que é difícil decidir.
Vem o questionamento, a hesitação
mas não posso bater a porta e sair.
Escrúpulo ardia dentro de mim
com esses dois pólos:
o bem que me traz,
e o caos que isso faz.
Ambíguo é interpretar
esse amorfo pensamento.
Cefaleia vem me mostrar,
em eclosão, o que há por dentro.
Renunciar algo assim
seria tolice e grande perda
por tanto esperar o voltarete...
... voltarete que não chega!
Gabrielle Portella
sábado, 6 de agosto de 2011
Arquivos da Memória
Quando os meus olhos se fecham
o depósito das memórias se abre,
o peito aperta pela ilusão
de transformar todos arquivos em disfarce,
mascarando minhas tristezas
e fingindo nunca ter existido hipocrisia.
Estas mentiras ardem em minha boca
como um veneno vital.
Sinto-me amargando descontroladamente,
já não sei se sou capaz de amar,
nem sei mais em que estou crente.
Você tornou-se uma neblina
tão densa que não enxergo nada
e esta tornou-se minha sina
seguir cega e mal amada.
Você era em minha mente
um monumento indestrutível
tinha sua imagem fortalecida
sua carapuça era invisível
mas agora tornas-te neblina...
neblina assim: indecifrável.
Você tornou-se em meu livro
um capítulo que não foi apagado
mas também que nunca foi escrito
e, sendo assim, nunca foi lido.
Gabrielle Portella
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
A rua e o tempo
Hoje vejo essa rua diferente.
O céu que a cobria
com algumas nuvens,
agora, mesmo no inverno,
está ensolarado, sem nuvem alguma.
Aquecido está o asfalto
onde tocam os meus pés,
passo a passo.
E a correria, agitação
são folhas secas jogadas
que, por decorrência,
ficaram após o outono.
E o silêncio predomina
barrado apenas pelo vento.
As pessoas vêm e vão
olhando ao relógio,
como quem pensa:
-- Não quero me atrasar.
Mas o tempo jaz passado,
teve morte súbita o relógio.
Porque ninguém para nessa rua.
E com o tempo tudo passa...
até o tempo passa.
Se o cansaço chega
o tempo te leva,
e quando recuperada as forças
está no fim da rua.
Por isso não se canse,
para que o tempo não te leve.
Leve o tempo contigo,
faça dele teu amigo.
Mas nunca encare-o,
nunca peça briga.
Nessa rua há buracos
que dificultam a caminhada,
por isso não corra,
ande no seu ritmo,
como uma linda dança
dentro do compasso.
Mas, acima de tudo,
observe os conselhos
com toda a atenção.
Uns assim dizem:
-- Não corra, não pule,
não ande, não caia no buraco.
Há vezes que nem tem buraco,
Não deixe ninguém fazer
escolhas por você.
Se achar que deves, até mesmo,
ignore esta poesia.
Faça ter valor
o que queres que tenha!
Gabrielle Portella
O céu que a cobria
com algumas nuvens,
agora, mesmo no inverno,
está ensolarado, sem nuvem alguma.
Aquecido está o asfalto
onde tocam os meus pés,
passo a passo.
E a correria, agitação
são folhas secas jogadas
que, por decorrência,
ficaram após o outono.
E o silêncio predomina
barrado apenas pelo vento.
As pessoas vêm e vão
olhando ao relógio,
como quem pensa:
-- Não quero me atrasar.
Mas o tempo jaz passado,
teve morte súbita o relógio.
Porque ninguém para nessa rua.
E com o tempo tudo passa...
até o tempo passa.
Se o cansaço chega
o tempo te leva,
e quando recuperada as forças
está no fim da rua.
Por isso não se canse,
para que o tempo não te leve.
Leve o tempo contigo,
faça dele teu amigo.
Mas nunca encare-o,
nunca peça briga.
Nessa rua há buracos
que dificultam a caminhada,
por isso não corra,
ande no seu ritmo,
como uma linda dança
dentro do compasso.
Mas, acima de tudo,
observe os conselhos
com toda a atenção.
Uns assim dizem:
-- Não corra, não pule,
não ande, não caia no buraco.
Há vezes que nem tem buraco,
Não deixe ninguém fazer
escolhas por você.
Se achar que deves, até mesmo,
ignore esta poesia.
Faça ter valor
o que queres que tenha!
Gabrielle Portella
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Uma outra visão
Eu vejo as lágrimas do João
que a falsidade vê e expressa
irreverência. Ao seu olho pouco
escapa, do seu olho tentamos
escapar. Olho camuflado
és capa que cobre o segredo
do pranto a escorrer
de uma mulher que se encantou
por esta diferente visão,
diferente dentro do curto
horizonte que a rodeia.
Com seu olho João fala,
a boca apenas expressa.
De sua espada se apodera,
põe o cabresto em sua cavalo,
no chicote: a velocidade.
A chegada é incertamente
precisa. Para ele que vê
(ou acha que vê)
tudo e todos a sua volta,
o chegar é o de menos,
conquistar é sua palavra.
O potro inesperado
chegará por seu cavalo,
quando este se cansar
da caminhada, aparentemente
sem fim. Sua luta terminará
com todas chicotadas.
... Só quando o potro chegar.
Gabrielle Portella
Vou deixar uma ajudinha para o entendimento aqui em baixo:
Potro: Filhote de cavalo; instrumento de tortura medieval.
Cabresto: É aquele freio que se coloca na cabeça do cavalo, impedindo-o de abrir a boca. ;)
Chicote: Me referindo ao chicote que usam no cavalo, para apressar a corrida.
Não sei se perceberam, mas o cavalo é quem sofre na história! kkkk. Quem é o cavalo? ...
MEDITEM!
que a falsidade vê e expressa
irreverência. Ao seu olho pouco
escapa, do seu olho tentamos
escapar. Olho camuflado
és capa que cobre o segredo
do pranto a escorrer
de uma mulher que se encantou
por esta diferente visão,
diferente dentro do curto
horizonte que a rodeia.
Com seu olho João fala,
a boca apenas expressa.
De sua espada se apodera,
põe o cabresto em sua cavalo,
no chicote: a velocidade.
A chegada é incertamente
precisa. Para ele que vê
(ou acha que vê)
tudo e todos a sua volta,
o chegar é o de menos,
conquistar é sua palavra.
O potro inesperado
chegará por seu cavalo,
quando este se cansar
da caminhada, aparentemente
sem fim. Sua luta terminará
com todas chicotadas.
... Só quando o potro chegar.
Gabrielle Portella
- Você quer saber mais?
Vou deixar uma ajudinha para o entendimento aqui em baixo:
Potro: Filhote de cavalo; instrumento de tortura medieval.
Cabresto: É aquele freio que se coloca na cabeça do cavalo, impedindo-o de abrir a boca. ;)
Chicote: Me referindo ao chicote que usam no cavalo, para apressar a corrida.
Não sei se perceberam, mas o cavalo é quem sofre na história! kkkk. Quem é o cavalo? ...
MEDITEM!
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Palavra Solta
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