Nossas lágrimas que rolaram
Tiraram a cor do mundo.
As flores se desbotaram
E o poço está bem mais fundo...
De tanta água que há
Pois toda água que há é lágrima.
Cadê a cor do mundo?
Esta escuridão quase me invade.
Cá dê a cor do mundo
No coração que ainda bate .
Agora o mundo aqui
é todo acizentado.
Pois nosso mundo era só nós dois...
Mas ele foi detonado.
E nosso mundo era feliz
nele nunca faltava a cor.
Pois, se faltava, você com seu giz
Pintava os muros na cor do amor.
E eu pincelava a tristeza
Criava novas flores com suas novas cores
Èntão em tudo havia beleza.
E nas ruas eram escritas
Canções, orações e poesias
E cada pessoa que passava sorria
Pois às palavras, com seus pés, dava melodia.
Gabrielle Castaglieri
entre o belo da vida e a tristeza que contempla os sentidos
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Naquele Acorde
Naquele acorde seu de manhã,
No seu solar do sol, eu fiquei sã.
Naquele acorde eu acordei
E à esta música eu cantei!
Naquele acorde o sol se esbanjava
Naquele acorde o céu clareava...
E o Sol era lindo e seu sol era limpo
Era pura poesia que nascia fluindo .
Naquele acorde a corda vibrava,
Naquele acorde o mundo acordava.
E todo mínimo som que aparecia
Parecia fazer parte da melodia.
Gabrielle Castaglieri
No seu solar do sol, eu fiquei sã.
Naquele acorde eu acordei
E à esta música eu cantei!
Naquele acorde o sol se esbanjava
Naquele acorde o céu clareava...
E o Sol era lindo e seu sol era limpo
Era pura poesia que nascia fluindo .
Naquele acorde a corda vibrava,
Naquele acorde o mundo acordava.
E todo mínimo som que aparecia
Parecia fazer parte da melodia.
Gabrielle Castaglieri
sábado, 26 de janeiro de 2013
Vi na rua de Lisboa...
Vi na rua de Lisboa uma senhora a caminhar
Parecia-me sedenta de uma chuva, de um solar
Caminho com gotas a pingar.
Vi na rua de Lisboa os postes se acenderem opacos
E os homens embaixo pouco iluminados
Darem-se as mãos e fazerem-se alguns pactos.
Vi na rua de Lisboa viajantes andarilhos
Caminharem dispersos a atravessar aos trilhos
Do conhecimento da gente que puxa o gatilho.
Renato Padenie
Parecia-me sedenta de uma chuva, de um solar
Caminho com gotas a pingar.
Vi na rua de Lisboa os postes se acenderem opacos
E os homens embaixo pouco iluminados
Darem-se as mãos e fazerem-se alguns pactos.
Vi na rua de Lisboa viajantes andarilhos
Caminharem dispersos a atravessar aos trilhos
Do conhecimento da gente que puxa o gatilho.
Renato Padenie
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Não leia
Hoje eu não quero te escrever
Pois tudo do que escrevo
Sei que nada irás ler.
Se acaso veres esta poesia
É bem provável que apenas
passes os olhos perante as linhas
E não leias a parte de minh'alma
Que pinguei neste tinteiro.
Hoje eu não quero o amor
Pois não quero mais a dor
Dessa desventura.
O que os olhos não vêm
o coração sente sim.
E sinto muito, mas vejo
que tu não podes sentir
A verdade dos meus atos
E das minhas poesias .
Hoje eu não sou ontem
Pois já desconheço você
Que dormiu ao amanhecer.
Me entreguei àquele velho clichê
De "querer não é poder",
Pois não depende só de mim
Tampouco só de você.
Hoje o trem sacode
Mas segue em retidão
Trazendo náusea e sofreguidão.
Eu achava que não duvidavas
Do grande amor que sinto
Que sabias que não minto,
Mas vejo que não é assim
Que você já se perdeu de mim
E vê-me, então, como um fim.
Hoje a paisagem é borrada
Pelos meus olhos sem cor
Que vazam amor (ou dor).
Eu escrevi seu nome em tudo
Sonhei com seu sorriso mudo
Deveras pintei seu rosto, contudo
Hoje isso tudo não passa
De um livro deixado no escuro.
Hoje eu não sei de ti, não sei de mim.
Não sei quando tudo terá fim...
E nem sei se o terá.
A cada dia sigo a nova jornada
Com pessoas novas, e até me sinto amada.
Mas não sinto conseguir amar
Outra vez, como te amo e amarei.
Hoje eu te vejo sonhar
A amar outro alguém
E este é o meu penar.
E soa o meu tudo
Em pensamentos mudos,
Que nunca ouvirás
E se revoltarás
Pelo o que supôs ouvir.
Hoje eu me cansei outra vez
Como naquele dia de pranto
Das lágrimas de ambos a cair.
Cansei desse choro no canto
Por do teu canto haver saudade.
Mas ainda é pouca a minha idade
Nada agora há de fluir .
Hoje eu te amo como ontem
E como sempre ei de amar
Com vitórias, ou com penar.
Gabrielle Castaglieri
Pois tudo do que escrevo
Sei que nada irás ler.
Se acaso veres esta poesia
É bem provável que apenas
passes os olhos perante as linhas
E não leias a parte de minh'alma
Que pinguei neste tinteiro.
Hoje eu não quero o amor
Pois não quero mais a dor
Dessa desventura.
O que os olhos não vêm
o coração sente sim.
E sinto muito, mas vejo
que tu não podes sentir
A verdade dos meus atos
E das minhas poesias .
Hoje eu não sou ontem
Pois já desconheço você
Que dormiu ao amanhecer.
Me entreguei àquele velho clichê
De "querer não é poder",
Pois não depende só de mim
Tampouco só de você.
Hoje o trem sacode
Mas segue em retidão
Trazendo náusea e sofreguidão.
Eu achava que não duvidavas
Do grande amor que sinto
Que sabias que não minto,
Mas vejo que não é assim
Que você já se perdeu de mim
E vê-me, então, como um fim.
Hoje a paisagem é borrada
Pelos meus olhos sem cor
Que vazam amor (ou dor).
Eu escrevi seu nome em tudo
Sonhei com seu sorriso mudo
Deveras pintei seu rosto, contudo
Hoje isso tudo não passa
De um livro deixado no escuro.
Hoje eu não sei de ti, não sei de mim.
Não sei quando tudo terá fim...
E nem sei se o terá.
A cada dia sigo a nova jornada
Com pessoas novas, e até me sinto amada.
Mas não sinto conseguir amar
Outra vez, como te amo e amarei.
Hoje eu te vejo sonhar
A amar outro alguém
E este é o meu penar.
E soa o meu tudo
Em pensamentos mudos,
Que nunca ouvirás
E se revoltarás
Pelo o que supôs ouvir.
Hoje eu me cansei outra vez
Como naquele dia de pranto
Das lágrimas de ambos a cair.
Cansei desse choro no canto
Por do teu canto haver saudade.
Mas ainda é pouca a minha idade
Nada agora há de fluir .
Hoje eu te amo como ontem
E como sempre ei de amar
Com vitórias, ou com penar.
Gabrielle Castaglieri
Meu recado
Meu amor, eu não consigo
Parar de sonhar contigo
E, ainda mais, sonho acordada
Dizendo "eu te amo" calada.
Sigo aflita, mas prossigo
E seu nome é como um abrigo
Mentalmente te chamando de amado,
A repetir o seu nome: meu recado.
Te encontro numa nuvem nublada
Ou no vento ou numa tarde ensolarada...
Ou em qualquer momento.
Te encontro em mim nos instantes
Em qualquer gesto, é constante
Sua morada aqui dentro.
Gabrielle Castaglieri
Parar de sonhar contigo
E, ainda mais, sonho acordada
Dizendo "eu te amo" calada.
Sigo aflita, mas prossigo
E seu nome é como um abrigo
Mentalmente te chamando de amado,
A repetir o seu nome: meu recado.
Te encontro numa nuvem nublada
Ou no vento ou numa tarde ensolarada...
Ou em qualquer momento.
Te encontro em mim nos instantes
Em qualquer gesto, é constante
Sua morada aqui dentro.
Gabrielle Castaglieri
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Eu Sou o Desprezo
Eu sou o desprezo
De qualquer preso que se preze
Pois já fui desprezo
De toda a sela que se preze.
Eu sou desprezo prezado
Porém desprendido
Dos presos pesados
Por seu crime cumprido.
Eu sou prece prosada
Pelo preço do desprezo;
Procissão presa e prensada
Por profanar aos prezados presos.
Gabrielle Castaglieri
De qualquer preso que se preze
Pois já fui desprezo
De toda a sela que se preze.
Eu sou desprezo prezado
Porém desprendido
Dos presos pesados
Por seu crime cumprido.
Eu sou prece prosada
Pelo preço do desprezo;
Procissão presa e prensada
Por profanar aos prezados presos.
Gabrielle Castaglieri
Em Tenda, Entenda
Em tenda do amor
o amor só tende a vencer.
Entenda do amor!
Isto a gente tem de entender.
Entenda do amor,
Com tenda ou sem tenda.
Pois em tenda do amor
Não há de ter contenda .
Em tenda do amor
A contenda contém-se
Mas em tenda do amor
Não contém a contenda.
Entenda do amor
Que ele tem de acontecer
Logo, em tenda do amor
Tende a amor tecer.
Em tenda do amor
A dor tende morrer
Pois, entenda do amor
Que à dor faz amortecer.
Entenda da tenda que tende
A ter e ser do amor .
Em tenda atenta só sente
Quem entende do amor.
Gabrielle Castaglieri
o amor só tende a vencer.
Entenda do amor!
Isto a gente tem de entender.
Entenda do amor,
Com tenda ou sem tenda.
Pois em tenda do amor
Não há de ter contenda .
Em tenda do amor
A contenda contém-se
Mas em tenda do amor
Não contém a contenda.
Entenda do amor
Que ele tem de acontecer
Logo, em tenda do amor
Tende a amor tecer.
Em tenda do amor
A dor tende morrer
Pois, entenda do amor
Que à dor faz amortecer.
Entenda da tenda que tende
A ter e ser do amor .
Em tenda atenta só sente
Quem entende do amor.
Gabrielle Castaglieri
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Atenda
Atenta desperto sedenta por você
Depressa corro à sua tenda por você .
Então atenda que aqui fora venta e eu quero te ver
Me peça que eu sente, aí a gente inventa algo pra fazer.
Saiba que minha renda só rende quando você
Atende e me contenta tanto ao me receber.
Então a tenda sua é de renda minha, é meu direito
Vou te pôr uma venda, pois estou sedenta de tirar proveito.
Compreenda: a minha carência é só por você
E me prenda se for mentira o que escrevo à você.
Pois você é minha tenda: onde vou me esconder.
Entenda: só a tua presença fará minha vida valer
Em nossa tenda, vestida de renda beijando você
Isenta da dor, vivência em amor, amando você.
Gabrielle Castaglieri
Depressa corro à sua tenda por você .
Então atenda que aqui fora venta e eu quero te ver
Me peça que eu sente, aí a gente inventa algo pra fazer.
Saiba que minha renda só rende quando você
Atende e me contenta tanto ao me receber.
Então a tenda sua é de renda minha, é meu direito
Vou te pôr uma venda, pois estou sedenta de tirar proveito.
Compreenda: a minha carência é só por você
E me prenda se for mentira o que escrevo à você.
Pois você é minha tenda: onde vou me esconder.
Entenda: só a tua presença fará minha vida valer
Em nossa tenda, vestida de renda beijando você
Isenta da dor, vivência em amor, amando você.
Gabrielle Castaglieri
A Tenda
A tenda é o amor
E o amor é você.
A tenda é o lugar
Onde brilha o luar
E é lindo, é o teu olhar
É o meu refugiar.
A tenda é o certo
Da distancia perto;
É o gigante esperto
Que é o amor secreto.
A tenda é a vida sedenta
Pela paixão e sua ardência
Pelos suspiros banhados
Em chocolates amargos .
Gabrielle Castaglieri
E o amor é você.
A tenda é o lugar
Onde brilha o luar
E é lindo, é o teu olhar
É o meu refugiar.
A tenda é o certo
Da distancia perto;
É o gigante esperto
Que é o amor secreto.
A tenda é a vida sedenta
Pela paixão e sua ardência
Pelos suspiros banhados
Em chocolates amargos .
Gabrielle Castaglieri
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Estou Mais Forte
Estou mais forte.
Ah sim! Sou bem mais forte.
O quê da morte?
Já não me importo
Pois se há tantos mortos
Andando vivos.
Já saí disto.
Já sei bem disto:
A vida não é só viver
Tem de se conhecer
E de conhecer ao outro
E do pequeno potro
E da pequena égua
E do pequeno bode
E da pequena cabra...
Tem de se questionar!
Quem não sabe interpretar
Facilmente é enganado
E dorme nas linhas da vida.
Acorde logo antes que a dita
Se domine de você,
E não mais faça o teu querer.
Tapa na cara dói,
Mas também dá um pulsar
Pro motor não parar,
E a pessoa se ligar.
Não pare aqui, aguente firme
Desça os olhos pelas linhas.
É só um conselho de amiga,
Pra você não desistir.
Não desistir de ti mesmo
Que deixastes no acostamento
Esperando o reboque
Para vir lhe socorrer.
Você tem aí o motor
Precisando destas peças
Que agora estou lhe dando
Pois não demore, vá depressa.
Gabrielle Castaglieri
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
No nosso quintal
Escute :
Não vou indagar-me sobre lutas passadas
Porque se se acabaram, ou já venci ou perdi.
Mas não perdi. A derrota eminente
É para quem ou o que era o oponente.
Ligues os meus versos imersos
Em grande sentimento de fé.
Te conheço, e sei que és complexo
Mas sei também que já estás de pé.
E acredito neste ardor
Sei que é pra sempre o amor.
Mas de nada me arrependo
Veja que nem estou podendo.
Forte bate o coração
Nas portas do meu ser,
Tenho tamanha gratidão
Mas também quero te ter.
Um dia a garoa pingará
Nas nossas roupas no varal
E quando ambos formos buscar
Haverá luz lá: no quintal.
Gabrielle Castaglieri
PS: Se a música que eu postei fosse "22-04" em vez de "22-11" seria bem melhor ! ^^ rsrsrs
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Palavra Solta
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