sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Soneto Monólogo

Agora deixo o tempo a aguardar por mim
pois já não passo senão por alameda sombria,
pela penumbra do ontem sem fim...
Das tardes em que a vida sorria.

Tenho na doce lembrança um quarto apertado.
Tenho na gaveta uma infância empoeirada,
uma rosa murcha, um coração quebrantado
E recortes de fotografias amassadas.

E temo o que farei.
Pois do que passou, passou.
Mas do amanhã não sei.

E me regro. E me rogo,
para não perder o controle
deste meu monólogo.

Gabrielle Portella

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