Eu também estive em Rockland:
Suas paredes guardavam histórias
as histórias não ditas
a sociedade secreta
o medo
o desconhecido
o espetáculo
o Dom Quixote
os moinhos de vento.
Eu também estive em Rockland
Ditando verdades inventadas
verdades minhas.
Eu também estive em Rockland
em suas paredes pálidas
em suas camas vazias
em sua conversa desvairada
em suas vozes frias.
Eu também estive em Rockland
em sua sede por emplastro.
Eu também estive em Rockland
no corpo já fatigado
na cama: sua paralisia
no pulso acelerado
no carnaval de fantasias.
Eu também estive em Rockland
eu e tanta gente
tanta gente esquecida
com histórias que nunca sairão de lá.
Eu também estive em Rockland
cantando desvairada qualquer música da rádio.
Eu também estive em Rockland.
Eu também estive em Casa Verde .
Eu também estive em La Mancha.
Gabrielle Portella
entre o belo da vida e a tristeza que contempla os sentidos
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
O Poeta
O poeta observa tudo discreto
em sua retina os versos se conectam,
as suas mãos castigadas pela escrita
revelam a sua paixão e a sua vida.
O poeta instiga-me os sentidos
com a sua beleza singela,
em seu olhar compreensível,
em sua ternura dispersa.
O poeta quebra-me a rotina
e desperta-me a paixão
a cada estrofe de sua poesia
sinto-me mais viva .
O poeta não sabe ou imagina
que seu traçar não é só no papel
ele inventa histórias ,
ele foge das rimas,
ele cantarola o poema,
ele sobe no caixote,
ele proclama pelas ruas,
ele me faz sentir bem forte
a felicidade por ser sua.
Gabrielle Portella

em sua retina os versos se conectam,
as suas mãos castigadas pela escrita
revelam a sua paixão e a sua vida.
O poeta instiga-me os sentidos
com a sua beleza singela,
em seu olhar compreensível,
em sua ternura dispersa.
O poeta quebra-me a rotina
e desperta-me a paixão
a cada estrofe de sua poesia
sinto-me mais viva .
O poeta não sabe ou imagina
que seu traçar não é só no papel
ele inventa histórias ,
ele foge das rimas,
ele cantarola o poema,
ele sobe no caixote,
ele proclama pelas ruas,
ele me faz sentir bem forte
a felicidade por ser sua.
Gabrielle Portella
domingo, 25 de outubro de 2015
A Minha Caverna Sou Eu
A minha caverna sou eu.
Me escondo diariamente de quem sou,
tento esquecer o que me corrói,
tento fingir que estou bem.
Todas as noites um sono maldito me ilude
com a fantasia daquilo que queria ser.
Ele sufoca-me ao acordar .
Estou perdida!
Minha esperança eu plantei e rego-a com lágrimas.
A tristeza me é como fonte de realidade,
quebra-me as ilusões e fortalece-me as verdades.
Estou forte porque estou triste.
Minh'alma está atada numa cama de hospital,
O hospital é os meus pensamentos.
Desatarei nó por nó dessa minha condição
na ala dos meus sentimentos.
O passado é sempre melhor que o presente,
e no futuro desejamos o que um dia foi presente detestado.
É aquela velha história do "eu era feliz e não sabia".
Minhas feridas de outrora castigadas
hoje me parecem meros machucados.
E o que vivo ? Me é como câncer nas minhas ideias.
A felicidade é furtiva, passageira e inquietante.
ah se meu riso durasse mais que um pequeno instante,
ah se a vontade perdurasse em minha cabeça
e não se afogasse no desanimo
e não se detivesse no tempo fugaz.
E essa reticência que eu sempre ponho,
quando o que eu queria era dar ponto final,
uma exclamação, quiça, serviria .
Mas acabo em depressão, tristeza e poesia
...
Mas não me faltará páginas pra rascunhar a minha lástima,
depois da reticência pode haver um novo capítulo,
nesse posso pôr ponto final na minha angústia
e escrever um novo livro pra minha história.
Há tanta gente no mundo com tantos medos quanto a mim,
há Dom Quixote em toda parte lutando contra moinhos de vento
E eu sou um deles.
Secarei o meu choro que torna os meus olhos embaçados
assim verei melhor o horizonte,
onde a paisagem é mais bela .
Me escondo diariamente de quem sou,
tento esquecer o que me corrói,
tento fingir que estou bem.
Todas as noites um sono maldito me ilude
com a fantasia daquilo que queria ser.
Ele sufoca-me ao acordar .
Estou perdida!
Minha esperança eu plantei e rego-a com lágrimas.
A tristeza me é como fonte de realidade,
quebra-me as ilusões e fortalece-me as verdades.
Estou forte porque estou triste.
Minh'alma está atada numa cama de hospital,
O hospital é os meus pensamentos.
Desatarei nó por nó dessa minha condição
na ala dos meus sentimentos.
O passado é sempre melhor que o presente,
e no futuro desejamos o que um dia foi presente detestado.
É aquela velha história do "eu era feliz e não sabia".
Minhas feridas de outrora castigadas
hoje me parecem meros machucados.
E o que vivo ? Me é como câncer nas minhas ideias.
A felicidade é furtiva, passageira e inquietante.
ah se meu riso durasse mais que um pequeno instante,
ah se a vontade perdurasse em minha cabeça
e não se afogasse no desanimo
e não se detivesse no tempo fugaz.
E essa reticência que eu sempre ponho,
quando o que eu queria era dar ponto final,
uma exclamação, quiça, serviria .
Mas acabo em depressão, tristeza e poesia
...
Mas não me faltará páginas pra rascunhar a minha lástima,
depois da reticência pode haver um novo capítulo,
nesse posso pôr ponto final na minha angústia
e escrever um novo livro pra minha história.
Há tanta gente no mundo com tantos medos quanto a mim,
há Dom Quixote em toda parte lutando contra moinhos de vento
E eu sou um deles.
Secarei o meu choro que torna os meus olhos embaçados
assim verei melhor o horizonte,
onde a paisagem é mais bela .
domingo, 5 de julho de 2015
Estou Viva
Conte-me algumas mentiras,
Apague-me de suas lembranças,
Mate-me as auto-cobranças,
Esfaqueie-me o sentimentalismo.
Mas, afinal, tudo já se fora por si só.
Limpei a minha alma com lágrimas,
sem questionar a Deus, nem lamentar.
Todos os nós que me prendiam eu mesma desatei.
Os rios da minha mente desbravei no escuro
e encontrei a sorte no dia da minha morte.
E estou mais viva:
O paraíso é o que faço dos meus pensamentos,
Inferno é não questioná-los.
Apague-me de suas lembranças,
Mate-me as auto-cobranças,
Esfaqueie-me o sentimentalismo.
Mas, afinal, tudo já se fora por si só.
Limpei a minha alma com lágrimas,
sem questionar a Deus, nem lamentar.
Todos os nós que me prendiam eu mesma desatei.
Os rios da minha mente desbravei no escuro
e encontrei a sorte no dia da minha morte.
E estou mais viva:
O paraíso é o que faço dos meus pensamentos,
Inferno é não questioná-los.
Gabrielle Portella
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Dia 17
Segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Já perdi a noção do que o mundo me reserva por detrás dessa porta, desse guarda, desse entrar e sair de médicos ou enfermeiros com laudos, com exames ou com uma simples garrafa de café ao fim de tarde, que me anuncia à confeccionar essas datas. É hora de desenhar em cada folha um dia, e agrupá-las no mural, uma atrás da outra. Faço isso aqui mesmo na recepção, pois ao conversar com uma enfermeira, sinto-me mais normal, mais humano, esqueço-me do motivo que me trouxe mais uma vez aqui.
Sábado, 17 de janeiro de 2015.
Já perdi a noção do que o mundo me reserva por detrás dessa porta, desse guarda, desse entrar e sair de médicos ou enfermeiros com laudos, com exames ou com uma simples garrafa de café ao fim de tarde, que me anuncia à confeccionar essas datas. É hora de desenhar em cada folha um dia, e agrupá-las no mural, uma atrás da outra. Faço isso aqui mesmo na recepção, pois ao conversar com uma enfermeira, sinto-me mais normal, mais humano, esqueço-me do motivo que me trouxe mais uma vez aqui.
Sábado, 17 de janeiro de 2015.
Les Yeux Ou-Verts
Horizontes pálidos na verde
aurora dos teus olhos
enlouqueço, adormeço
acordo a hora, à hora.
semanas que se estendem
e recaem sobre nossos coações
pacatos, frágeis - amantes.
Meu sono, meu sonho
lábios selados se beijam
o desejo nunca foi tão latente
a morte nunca outrora tão incoerente
os dias tornaram-se jornada
as noites, as tardes, passagens.
Fogos de artifício explodem
em silenciosos sorrisos
desvaneço em seu olhar
em seu olhar místico,
em seu sorriso tímido...
Como quem soubesse da vida.
Suas matrizes escondidas em nós
transformam os segundos em momentos infinitos.
Infinito-me na sua frequência
numa tenebrosa ausência:
colorida, doce, nova,
ardente, minha - nossa.
Cortejo sua neblina
anoiteço a sua rotina
entorpeço a sua mania
trago licor à sua poesia.
Gabrielle Lamarque e Pedro Venturini
aurora dos teus olhos
enlouqueço, adormeço
acordo a hora, à hora.
semanas que se estendem
e recaem sobre nossos coações
pacatos, frágeis - amantes.
Meu sono, meu sonho
lábios selados se beijam
o desejo nunca foi tão latente
a morte nunca outrora tão incoerente
os dias tornaram-se jornada
as noites, as tardes, passagens.
Fogos de artifício explodem
em silenciosos sorrisos
desvaneço em seu olhar
em seu olhar místico,
em seu sorriso tímido...
Como quem soubesse da vida.
Suas matrizes escondidas em nós
transformam os segundos em momentos infinitos.
Infinito-me na sua frequência
numa tenebrosa ausência:
colorida, doce, nova,
ardente, minha - nossa.
Cortejo sua neblina
anoiteço a sua rotina
entorpeço a sua mania
trago licor à sua poesia.
Gabrielle Lamarque e Pedro Venturini
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Desnorteio
Desnorteio-me mais dia-após-dia
Releio e rabisco velhas poesias.
Quando mesmo eu te disse adeus?
Não. Não disse.
Te disse à deus,
O confessei nossas desilusões
Desse despedir-se eterno...
De um reencontro incoerente
Numa sala de um hospital
...
!
Aonde está o norte?
Estive lá há alguns dias.
Por sorte por bom motivo
De um sentido que cativo.
Embora não tenha sentido...
E o que tem sentido?
Minha mente suplica calma
Mas, ora-bolas, eu tenho Alma
E "quem tem alma não tem Calma"
Já escreveu Alberto
numa confissão de sentidos.
Reinvento-me desnorteada
Na volúpia desse estrago
Na volúpia desse enfado
Na volúpia desse afago...
São onze horas e dezessete
No relógio da minha vida
À meia-noite tudo passa.
Dezoito velas, quem diria?
Espalhe-as pelo quarto
Não quero bolo
Não quero recado no inbox
Não quero falsidade.
Veja bem, a Minha idade
Trouxe-me gozo na dor
Aprendi a remendar as fases,
Passei-me de santa
Costurei uma manta
Pra proteger-me do amor.
Mas tudo isso sem rancor
Sem apontar o vilão
Poi se houver um
Beijo-lhe a boca e agradeço
Por minha vida estar exatamente assim:
Como está!
Sem lamento, por favor .
Escute Piaf comigo
Faça um café, faça amor
Faça o que quiser,
Faça o que der pra fazer.
E o que não der, deixe estar,
Deixe a vida cuidar
Que a vida há de melhorar!
Gabrielle Portella
Releio e rabisco velhas poesias.
Quando mesmo eu te disse adeus?
Não. Não disse.
Te disse à deus,
O confessei nossas desilusões
Desse despedir-se eterno...
De um reencontro incoerente
Numa sala de um hospital
...
!
Aonde está o norte?
Estive lá há alguns dias.
Por sorte por bom motivo
De um sentido que cativo.
Embora não tenha sentido...
E o que tem sentido?
Minha mente suplica calma
Mas, ora-bolas, eu tenho Alma
E "quem tem alma não tem Calma"
Já escreveu Alberto
numa confissão de sentidos.
Reinvento-me desnorteada
Na volúpia desse estrago
Na volúpia desse enfado
Na volúpia desse afago...
São onze horas e dezessete
No relógio da minha vida
À meia-noite tudo passa.
Dezoito velas, quem diria?
Espalhe-as pelo quarto
Não quero bolo
Não quero recado no inbox
Não quero falsidade.
Veja bem, a Minha idade
Trouxe-me gozo na dor
Aprendi a remendar as fases,
Passei-me de santa
Costurei uma manta
Pra proteger-me do amor.
Mas tudo isso sem rancor
Sem apontar o vilão
Poi se houver um
Beijo-lhe a boca e agradeço
Por minha vida estar exatamente assim:
Como está!
Sem lamento, por favor .
Escute Piaf comigo
Faça um café, faça amor
Faça o que quiser,
Faça o que der pra fazer.
E o que não der, deixe estar,
Deixe a vida cuidar
Que a vida há de melhorar!
Gabrielle Portella
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Latente
Estou delirando
mas estou consciente,
estou dispersa,estou ausente .
As datas memoráveis
sobrevoam o meu quarto
e se afastam lentamente.
Mas o último domingo
discretamente se destaca
e entorpece a minha mente.
Velhas cartas e poesias
são apenas cartas e poesias
são apenas textos incoerentes.
A fragrância desse dia
tem o seu cheiro, sua boemia
no pulsar: felicidade latente .
...
Quem diria que sem pretensão
num só dia o meu coração
encontraria uma direção?!
Gabrielle Portella
mas estou consciente,
estou dispersa,estou ausente .
As datas memoráveis
sobrevoam o meu quarto
e se afastam lentamente.
Mas o último domingo
discretamente se destaca
e entorpece a minha mente.
Velhas cartas e poesias
são apenas cartas e poesias
são apenas textos incoerentes.
A fragrância desse dia
tem o seu cheiro, sua boemia
no pulsar: felicidade latente .
...
Quem diria que sem pretensão
num só dia o meu coração
encontraria uma direção?!
Gabrielle Portella
sábado, 13 de dezembro de 2014
Navegante
O sol abaixou-se no horizonte
o dia findou-se incerto e duvidoso
a noite escurecia devastadora:
Mais um dia , mais uma hora,
mais alguns instantes ,
e o ciclo se reinicia.
A incerteza do que sou
me aguarda ao alvorecer
e me suspende o dia .
Guio-me pelos faróis da existência
à margem do mar da vida
na praia do Será-fim .
Sou navegante exploradora
desse imenso mar turbulento.
Vou sem pressa e sem anseio
hasteando as minhas velas
direcionada pelo vento.
Sem roteiro e sem mapas
ou planejados destinos,
dessa viagem apenas sei
que a minha única chegada
é também minha partida.
Hora navego, hora nado
gosto de sentir essas águas
dissolvendo o meu enfado,
as minhas concepções,
e tragando em suas ondas
minhas desilusões.
Não mais vivo, apenas navego:
Incerta, dissolvendo o meu ego
Assumindo que desconheço o mar
e já o amando, sem dizer amar.
Gabrielle Portella
Sou navegante exploradora
desse imenso mar turbulento.
Vou sem pressa e sem anseio
hasteando as minhas velas
direcionada pelo vento.
Sem roteiro e sem mapas
ou planejados destinos,
dessa viagem apenas sei
que a minha única chegada
é também minha partida.
Hora navego, hora nado
gosto de sentir essas águas
dissolvendo o meu enfado,
as minhas concepções,
e tragando em suas ondas
minhas desilusões.
Não mais vivo, apenas navego:
Incerta, dissolvendo o meu ego
Assumindo que desconheço o mar
e já o amando, sem dizer amar.
Gabrielle Portella
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Amanheço aos Dias Tortos
Amanheço aos dias tortos
solta, desconhecida.
Sinto o que passo,
se não sinto não sei
o que passou ou onde estou
se eu passei ou se ainda vou.
Ensurdeço a memória,
e sei que ao fim da história
não passo e nem vou
e desconheço onde estou.
Se eu soubesse o que sinto
sairia além das paredes
sobrevoaria as nuvens
seguiria aos sonhos
aos sonhos tão reais.
Mas se anoiteço fugaz
sonho e já não lembro
Se passou ou se sonhei
e acordo e nada sei.
Gabrielle Portella
solta, desconhecida.
Sinto o que passo,
se não sinto não sei
o que passou ou onde estou
se eu passei ou se ainda vou.
Ensurdeço a memória,
e sei que ao fim da história
não passo e nem vou
e desconheço onde estou.
Se eu soubesse o que sinto
sairia além das paredes
sobrevoaria as nuvens
seguiria aos sonhos
aos sonhos tão reais.
Mas se anoiteço fugaz
sonho e já não lembro
Se passou ou se sonhei
e acordo e nada sei.
Gabrielle Portella
sábado, 20 de setembro de 2014
Uma Palavra Cativa o Corpo
Uma palavra cativa o corpo
Sedento e faminto
A contorcer-se na penumbra de um quarto
Numa noite fria.
O corpo, insaciado e descontente ,
Desfalece em vida
A pulsar ardente
de sangue se inebria .
Os sonhos filtrados voam
E se aconchegam ao corpo nu
refletido nas lágrimas silenciosas e dispersas.
Acende-se então numa ideia fugitiva
Da sinapse : a lanterna
A luz fechada e exclusiva .
Os meridianos no corpo
Pintam constelações
E brilham, e ofuscam
A acalmar as emoções .
A noite dorme no corpo
Que amanhece completo
Em alvoroço na alvorada
A sentir estes versos discretos.
Gabrielle Portella
Sedento e faminto
A contorcer-se na penumbra de um quarto
Numa noite fria.
O corpo, insaciado e descontente ,
Desfalece em vida
A pulsar ardente
de sangue se inebria .
Os sonhos filtrados voam
E se aconchegam ao corpo nu
refletido nas lágrimas silenciosas e dispersas.
Acende-se então numa ideia fugitiva
Da sinapse : a lanterna
A luz fechada e exclusiva .
Os meridianos no corpo
Pintam constelações
E brilham, e ofuscam
A acalmar as emoções .
A noite dorme no corpo
Que amanhece completo
Em alvoroço na alvorada
A sentir estes versos discretos.
Gabrielle Portella
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Palavra Solta
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