Venha, menino, sente-se comigo
Vamos ler juntos suas palavras insanas
e a sua incerteza que predominava
quero ver sua cara, seu desaponto.
Vamos, menino, talvez desvendemos algo
dessas questões do nosso passado
vamos nos embalar nas antigas brisas
vamos sorrir e apreciar essa maresia.
vamos, antes que seja tarde
e esse nosso mundo se desande
e não haja mais o mar, nem as flores;
e não haja mais o sol, e nem as estrelas.
Vamos aproveitar o som dessa praia,
o bater das ondas no mar de areia,
o som do vento, os raios de sol
e o tempo que ainda pertence a nós.
E quando nada mais haver, nem gente,
quem sabe a gente se lembre
desse dia, dessa última chance
que tivemos pra reverter o erro.
Gabrielle Portella
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