No calar da noite no meu canto eu clamo
ao santo Cristo que venha me salvar
das horripilantes vozes que trazem-me o sofrer,
o choro pinga, mas a vontade é de gritar.
Nada mais me inspira ou me da vontade de sorrir
a fé está em um milagre para vir me socorrer
sinto que agora é a minha hora de partir
mas algo me impede e me traz o gosto de viver.
O sorriso invade como um vento impetuoso
estou tão forte a ponto de enfrentar um tufão
na minha cama lembro daquele canto jubiloso,
um passado que ainda alegra-me o coração.
Sei que sou forte e filha do Rei
as vozes que arrepiavam já não existem
de tanta gratidão à quem me salvou viverei
contudo sei que dele não vivo sem.
entre o belo da vida e a tristeza que contempla os sentidos
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
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Palavra Solta
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